Em um ano de administração judicial, São Fernando injeta R$ 100 milhões na economia de Dourados

Um dos maiores empregadores do município de Dourados (MS), a Usina São Fernando completa na próxima quarta-feira (8), 14 meses de administração judicial. Gerenciada pela VCP (Vinícius Coutinho Consultoria e Perícia) desde o momento em que a Justiça decretou a falência da indústria, a SF corria o risco de fechar em definitivo, mas o esforço dos novos administradores e dos funcionários manteve a usina funcionando, gerando emprego e riqueza.

Desde junho do ano passado, quando foi decretada a falência, a São Fernando pagou R$ 150 milhões em salários, parcerias, tributos e fornecedores. A maior parte desse dinheiro foi injetada na economia douradense, cerca de R$ 100 milhões.

Quando os administradores judiciais assumiram a São Fernando por determinação judicial, a indústria estava “quebrada”. Tinha apenas 1.200 reais em conta, fornecedores sem receber, sem benefícios fiscais em razão dos tributos em atraso.

Proibida de gerar energia, caixa praticamente vazio e nenhuma gota de álcool em estoque, além de uma série de débitos que precisavam ser quitados para viabilizar a retomada das atividades. Essa era a realidade da SF num passado recente.

Hoje as contas estão sanadas, o dinheiro do salário dos funcionários e da parceria agrícola é provisionado com uma semana de antecedência, a indústria tem créditos a receber de energia elétrica já comercializada de pelo menos R$ 7 milhões e tem 6 mil m³ de álcool em estoque. Todo mês é destinada uma determinada quantia para um fundo de reserva, para cobrir a manutenção durante a entressafra.

Pouco mais de um ano depois, a São Fernando, mesmo produzindo com apenas 25% de sua capacidade, consegue honrar seus compromissos, principalmente com os funcionários, que vestem a camisa e dão orgulho à administração judicial.

A usina tem capacidade de moer quatro milhões de toneladas de cana por ano, mas está moendo apenas 1 milhão/ano, uma vez que administração judicial tem o objetivo de apenas conservar o ativo. (Matéria Continua)

(Fonte: Jornal Dia a Dia, 05/08/2018, http://jornaldiadia.com.br/2016/?p=469350)

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